Idealizadora: Jamila Santos Responsável pelo blog: Carol Monteiro Colaboração: Nathy, Leonardo Trindade e Déia Template: Carol Monteiro Apoio: Fã-clube Oficial e Lázaro Ramos Contato Equipe do blog: mafiasf@gmail.com Trabalho: rochaproducoes@terra.com.br
Um livro são palavras protegidas do vento e do tempo. O vento que rouba o saber, a lógica das coisas. E do tempo que apaga o que foi, quem somos e os sonhos dos outros. Um livro é um templo onde temos que alimentar a nossa fé de ser gente. Esta semana no programa conheceremos a Livraria Kitabu que é um espaço de encontro da expressividade literária afro-brasileira. Sua missão é divulgar e fortalecer as produções literárias ficcionais e não-ficcionais voltadas ao universo africano, afrodescendente e, em especial, afro-brasileiro.
Lázaro Ramos sobre ser jornalista: "se perguntar algo idiota, corto"
Há três anos no comando do Espelho, do Canal Brasil, Lázaro Ramos já deixou de lado a obrigação de tratar, a cada programa, de algum assunto com temática negra. Não que o ator não se preocupe com essas questões, mas para Lázaro é mais interessante encontrar uma forma de atrair qualquer tipo de telespectador e, é claro, aumentar a auto-estima da população com origens africanas no Brasil.
"Existem várias formas de valorização. Fiz um programa sobre beleza e entrevistamos um cirurgião plástico negro. É um jeito de mostrar que nos destacamos em outros segmentos, e não só na arte ou esporte", defende.
Para isso, o apresentador conta com um ponto a favor, acordado desde a estréia do Espelho, em 2006: a ausência de um formato fechado para o programa.
"Quando me chamaram, resolvi sugerir isso. Abriu portas para fugir de uma fórmula que, depois de três anos, poderia já estar ultrapassada".
Além do programa, Lázaro já tem outro compromisso para 2008. O ator está na Bahia gravando os episódios da microssérie Ó, Pai, Ó, adaptação do longa homônimo que a Globo deve estrear no fim de novembro.
Na produção, prevista para ter seis episódios, o ator continua interpretando o aspirante a cantor Roque.
"Ele vai se casar, continua investindo na carreira artística e se envolve com política na TV. Como terão alguns capítulos, todos os 16 personagens vão ter um espaço bacana nas histórias", adianta.
Quando o Espelho foi idealizado, a proposta era falar de assuntos relacionados a temáticas negras, mas isso não acontece mais atualmente. O que mudou de lá para cá?
Já na segunda temporada nos distanciamos um pouco dessa obrigação e isso ficou ainda mais evidente na terceira, a atual. Não é que a gente não trate de temáticas negras, mas buscamos pautas que interessam a todos os tipos de telespectadores, inclusive os negros. Eu apresento e dirijo e minha equipe tem muitos negros, então é natural que os assuntos que a gente escolhe e os próprios entrevistados criem uma identificação com esse público. Até porque essa não era a principal questão para apresentar um programa na TV a cabo.
Por que você decidiu apresentar o Espelho?
O grande barato é ter um espaço na TV para falar o que eu quiser, sem que os outros mandem em mim. É lógico que temos um chefe, não é uma bagunça. Mas o Canal Brasil nos dá uma liberdade de criação que eu sei que dificilmente conseguiria em qualquer outra empresa. A visão é sempre minha e da minha equipe. Não atuo ali, prefiro me colocar como curioso e deixar a minha intuição falar mais alto. Por isso até minhas perguntas aos entrevistados nem sempre são tão bem formuladas, sem uma função jornalística.
Você entrevista pessoas mas não é jornalista. Isso incomoda ou deixa você inseguro?
Olha, eu ia inventar uma coisa bonita para responder e dizer que fico sempre com frio na barriga, mas seria mentira. Não tenho obrigação de surpreender na posição de entrevistador. Não tenho a pretensão de influenciar a opinião pública sobre determinado assunto, então não fico inseguro mais não. Além disso, tenho o poder da edição. Se perguntar algo muito idiota, eu corto.
Além do Espelho, você aparecerá no ar na microssérie Ó, Pai, Ó, que a Globo estréia no fim do ano. O que muda na adaptação do filme para a TV?
Uma coisa legal é o fato de que, com esse formato, é possível desenvolver histórias dos outros personagens. Ao todo são 16 e temos previstos seis episódios. Acho que vai ser uma boa oportunidade de mostrar outros traços da cultura baiana através de ganchos que saiam desses papéis. Continuo fazendo o Roque, só que ele vai se casar, se envolver com a política, enfim, essa temporada de estréia estará com muitas novidades.
Vocês já conversaram sobre futuras temporadas de Ó, Pai, Ó na Globo?
Ainda não se sabe, mas é claro que existe a possibilidade. É só a gente analisar outros projetos como o nosso. Antônia é um bom exemplo. Temos uma enorme variedade de assuntos para abordar ali. Eu sou suspeito, mas acho que a Bahia é um lugar riquíssimo culturalmente e a televisão ainda não dá tanto espaço quanto deveria à região. Minha expectativa é a melhor possível para temporadas futuras.
Aproveitando uma pausa nas gravações do seriado "Ó Paí, Ó", da Globo, em Salvador, Lázaro Ramos esteve dia 11 no Rio de Janeiro, para gravar o novo comercial dos chinelos de dedo da marca Havaianas. No filme, o ator contracena com Marcello Gonçalves e Raul Ferreira Netto e mostra os novos modelos da coleção Brasil.
Galeria
Lázaro Ramos bem à vontade durante a gravação do comercial
Lázaro Ramos, que interpretou Evilásio em "Duas Caras", da Globo, não tirou férias. Assim que acabou a novela, ele já começou a gravar o novo seriado, inspirado no filme homônimo lançado em 2007.
Havaianas:Lázaro Ramos estrela comercial de sandálias
A partir do próximo fim de semana, os telespectadores poderão ver Lázaro Ramos estrelando o comercial das sandálias Havaianas. As filmagens foram realizadas no Rio de Janeiro, na última semana.
Atualmente trabalhando, e muito, nas gravações da minissérie Ó Pai, Ó, em Salvador (BA), Lázaro precisou viajar à capital carioca para filmar o comercial.
Na peça publicitária, o ator ainda contracena com os profissionais Marcello Gonçalves e Raul Ferreira Netto.
Essa semana o ESPELHO terá três notas musicais, três carreiras desenhadas com talento, luta e inspiração. Será um programa musical, leve e interativo com participação da cantora Leny Andrade uma cantora de jazz brasileiro considerada por muitos uma das maiores intérpretes do mundo. Altay Veloso compositor de sambas e de uma ópera, autor de mais de 450 músicas, muitas delas conhecidas nas vozes de grandes cantores da cena musical brasileira, diretor e ator de teatro e Mombaça cantor, compositor, violonista, autor teatral, produtor e diretor musical, professor e jornalista.
É com um enorme prazer que mostro para o telespectador um pouco da história da cultura brasileira. Uma cultura que tem caminhos próprios e nem sempre são caminhos com flores.
Teatro: Marília Pêra interpretará mãe de Lázaro Ramos
Apesar da diferença de pele, Marília Pêra vai interpretar a mãe de Lázaro Ramos em uma nova empreitada dos dois no teatro.
A atriz, que estava no ar recentemente com a novela das oito global Duas Caras, sobe ao palco em 2009. O texto é Vórtice, escrito em 1924 por Noël Coward.
- Não vamos passar pela questão do racismo. O Lázaro, o melhor ator da nova geração, vai fazer o meu filho, comentou para o jornal O Dia.
Bahia - “Voltei para casa para trabalhar. É muito legal estar ao lado dos amigos e dos colegas de profissão”, diz o baiano Lázaro Ramos, que está em Salvador gravando o seriado ‘Ó Pai, Ó’, que estréia em setembro na Globo. Depois do filme de Monique Gardenberg, a trilogia criada pelo Bando de Teatro Olodum chega à TV.
“A série é mais engraçada do que o filme, tem mais humor, mas sem esquecer a questão social”, avisa o protagonista.
De visual novo, com cabelos mais compridos e roupas coloridas, Lázaro vive Roque, um primo desempregado de Carlinhos Brown. O ator deixou para trás a seriedade do Evilásio, da novela ‘Duas Caras’.
“Só tinha feito coisas engraçadas na TV, foi importante fazer personagem mais sério, com todas aquelas situações”, avalia.
“‘Ó Pai, Ó’ é um negócio diferente na TV, apresenta a Bahia por outro ângulo, mostra caras novas. As pessoas têm que assistir sem preconceito”, avisa Lázaro, que volta a exercitar seus dotes musicais.
“A maior dificuldade é cantar com o timbre do personagem, de voz aguda, com afinação. Minha voz é grave, por isso fiz aulas de canto para conseguir equilibrar. Eu me divirto muito, são músicas populares e isso facilita”.
Os principais atores do longa, como Stênio Garcia (Seu Jerônimo) e Tânia Tôko (Neuzão), continuam na TV. A exceção é Wagner Moura (em cartaz com a peça ‘Hamlet’), que no filme fez o vilão Boca e na série foi substituído por Matheus Nachtergaele, rebatizado de Queixão. O Bando de Teatro Olodum também participa das gravações.
“É bom que as pessoas conheçam o trabalho do Bando, que não se restringe a ‘Ó Paí, Ó’”, diz Lázaro, ex-integrante da escola de teatro.
O seriado terá seis episódios em lugares de Salvador como a Praia de Ondina, o Porto da Barra, o Pelourinho e a Baixa do Sapateiro.
“Tenho gravado muito na rua e vejo que os baianos se identificam com o projeto, a ponto de a produção pedir silêncio, em pleno Pelourinho, e conseguir”, surpreende-se.
Lázaro Ramos vai mostrar que é mesmo um ator de múltiplos talentos. Depois dos personagens já famosos de novela – Foguinho em Cobras e Lagartos e Evilásio de Duas Caras –, o ator vai soltar a voz na série global Ó pai,ó, adaptação para TV do filme homônimo.
Em cena, Lázaro vai cantar repertório diversificado, que vai desde Tom Jobim, passando por Caetano Veloso, Odair José, Skank e Araketu, entre outros. As gravações começam já está semana, mas a atração só vai ao ar no segundo semestre deste ano. No elenco, também estão Matheus Nachtergaele, Virgínia Cavendish e Daniel Boaventura.
O ator está no elenco de "Ó Pai, Ó", que será exibido no segundo semestre
O visual de Evilásio, personagem de Lázaro Ramos em "Duas Caras", ficou para trás. Para seu próximo personagem, o Roque da minissérie "Ó Pai, Ó", o ator deixou o cabelo crescer, colocou apliques de mini-dreadlocks e está de barba.
Desdobramento do filme homônimo que estreou nos cinemas no início de 2007, a adaptação para a TV começou a ser gravada na segunda-feira (23), em Salvador, na Bahia, e será exibida no segundo semestre de 2008, na Globo, em cinco episódios.
A história gira em torno dos moradores de um cortiço na região do Pelourinho que driblam a falta de grana e as dificuldades do dia-a-dia para conseguir viver com alegria, descontração e muita música.
Na série, cujo roteiro é uma criação coletiva assinada pelo Bando de Teatro Olodum, com direção de Monique Gardenberg, Lázaro cantará 12 músicas do repertório de artistas como Wilson Simonal, Tom Jobim e Caetano Veloso, entre outros.
No elenco, também estão Matheus Nachtergaele, Stênio Garcia, Virginia Cavendish, Hermila Guedes e Daniel Boaventura.
Que me desculpem os feios, mas beleza é fundamental. A frase de Vinicius de Moraes inspira o programa, em que Lázaro Ramos investiga os ideais de beleza defendidos pela sociedade. O anfitrião entrevista o cirurgião plástico Celso Benedito Sertório e as sócias do Instituto Beleza Natural.
Ufba firma parceria com Lázaro Ramos O ator Lázaro Ramos conversou ontem com o reitor da Ufba, Naomar de Almeida, sobre a concretização de suas idéias de incentivo à leitura e democratização do livro.
Lázaro afirmou, durante o encontro, que a leitura é uma forma de valorização do ser humano. Acreditando nesta possibilidade, o reitor solicitou ao Sistema de Bibliotecas da Ufba a elaboração do projeto Dom Quixote – Biblioteca Andante. A idéia é adaptar um furgão para levar livros e atividades culturais às comunidades periféricas.
Os bairros beneficiados inicialmente em Salvador são Nova Esperança e Boca do Rio.
LÁZARO RAMOS, Roque, e Matheus Nachtergaele, Queixão, em Salvador, rodando "Ó paí ó". A cena é do episódio "Mãe quenga", dirigido por Monique Gardenberg. Os figurinos são de Cao Albuquerque