Lázaro Ramos visita o Museu Afro-brasileiro, localizado no Parque do Ibirapuera (SP). Acompanhado pelo curador Emanuel Araújo, o apresentador passeia pelas galerias que, através de quadros, esculturas e objetos, contam a história dos negros no Brasil e sua importância para a construção do país.
Horário(s): Segunda às 21h30
Terça às 16h30
Quarta às 9h
Sábado às 20h30
Hebe Camargo, a homenageada do 9º Prêmio Contigo, roubou a cena do início ao fim da noite. Enquanto o time de estrelas desfilava os vestidos longos, smokings e ternos à la Oscar na entrada do Copacabana Palace , no Rio, a apresentadora já roubava a cena da festa.
Do quarto onde estava hospedada no hotel, ela acenou para o público, que a aplaudia. O detalhe é que Hebe estava apenas... de toalha!
Ao longo da noite, a descontração da loira continuou, transformando a festa num grande programa de auditório. Sem cerimônias, Hebe - de vestido preto com estampas de flores, bracelete e colar de brilhantes - levou a platéia de celebridades às gargalhadas ao receber a homenagem.
Nem Lázaro Ramos, ganhador do prêmio de melhor ator por Foguinho, escapou do selinho da apresentadora. Hebe tascou um selinho em Lázaro, que como um bom galã a deitou nos braços e retribuiu.
Após o beijo cinematográfico, ela brincou com Taís Araújo, mulher do ator. "Ih, eu soube que ela é ciumentíssima, mas não teve língua não", fez graça, olhando para Taís.
Aproveitando a temporada de suceso da peça O método, tempo no qual Lázaro Ramos tem se dedicado apenas ao teatro, resolvi resgatar essa matéria do Observatório da imprensa que faz a seguinte pergunta:
NEGROS NA TV ...e agora, Lázaro? (Por Renata Noiar em 7/11/2006)
Como ficará a televisão brasileira depois de Cobras & Lagartos? Na verdade, como ficará a televisão brasileira depois de Lázaro Ramos? Após uma estréia brilhante, em que devorou a novela das sete da TV Globo, o ator baiano cria um grande dilema para as emissoras de televisão no Brasil: como inserir com qualidade os atores negros nas produções a partir de agora? Até que ponto as emissoras continuarão a ficar presa aos quantitativos que regem os sistemas de cotas?
Em 2002, a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara dos Deputados aprovou o projeto do deputado Paulo Paim (PT-RS), que previa a reserva de cota de 25% para negros em filmes nacionais, peças publicitárias e programas de TV. A lei foi recebida com enorme entusiasmo por aqueles que, ainda, acreditam numa igualdade racial alicerçada em mecanismos que em muitos casos podem ser vistos como tão segregacionistas quanto o próprio conceito de preconceito. A lei de 2002, que aumentava em 5% a "visibilidade" dos negros nos veículos de comunicação, pretendia ser a solução para a ineficiência do modelo de 20% até então em vigor na época.
Entretanto, não eram raras as vezes em que, questionados, diretores, produtores e autores atribuíam o não-cumprimento das cotas à falta de bons profissionais na área. A lei de 2002 previa até punição para os veículos que não a cumprissem, mas não foi capaz de indicar caminhos para que esta inserção garantisse mais do que apenas aparecer na televisão, como presença obrigatória. A lei não era capaz de estabelecer uma inserção de qualidade, que colocasse os negros como parte efetiva da produção nacional.
Contudo, no mesmo ano, a teoria da falta de bons atores e atrizes negros começou a cair por terra com o lançamento dos premiados Cidade de Deus e Madame Satã (ambos de 2002), que revelaram ao Brasil uma geração de grandes atores negros. Mas, tanto na televisão quanto na publicidade, naquele momento, a visibilidade dos negros ficava restrita a personagens secundários e produções de época. O aumento do percentual das cotas, tão festejado, era marcado por uma presença figurante incapaz de consolidar a participação de profissionais negros na produção televisiva e publicitária nacional. Incapaz também de gerar questionamentos e de ir além do fato de estarem simplesmente aparecendo na televisão. O que ia de encontro à geração de atores que estavam surgindo no cinema naquele momento.
O incômodo
Lembro-me de sair da sala de cinema ao ver Cidade de Deus pela segunda vez e pensar em como a televisão conseguiria absorver aqueles jovens atores que estreavam no filme. Víamos ali, em Cidade Deus e Madame Satã, despontar uma geração que ia muito alám da beleza máxima que imperou ao longo dos anos 90. Nessa década, foi a hora de experimentarmos versão requentada do "black is beautiful", movimento racial que sacudiu os Estados Unidos no fim dos anos 60 e que procurava aumentar a auto-estima da população negra do país, que já desfrutava, mesmo em clima de segregação muito forte, de muitas conquistas em termos de igualdade social. Não é muito lembrar que igualdade racial, nos Estados Unidos, passava muito mais pela conquista de direitos dos cidadãos afro-americanos do que a busca de igualdade com os brancos.
Pelo contrario: não são raros os exemplos vindos dos próprios negros americanos com seus produtos específicos, bairros de maioria negra e toda uma forma de se organizar o conceito de segregação só é intransigente quanto afeta questão relativas à cidadania. Fica forte a sensação de que aos negros americanos com direito à cidadania plena está reservado também o direito de se "auto-segregarem" sem a pecha de racismo. A questão racial e as questões pertinentes à igualdade racial ainda é muito forte e mal resolvida nos Estados Unidos, que é o principal exemplo para quem se dispõe a refletir sobre igualdade racial no Brasil.
Contudo, acreditar que o melhor exemplo a ser seguindo seja exatamente o do país cujo modelo de igualdade racial é baseado em segregacionismo conveniente pode fazer com que as mudanças neste campo, no Brasil, levem tempo demais. Lá, nos Estados Unidos, depois de muitas lutas, muitos direitos foram assegurados. Aqui a coisa vem vindo com as leis, que, acima de qualquer coisa, contribuem para o debate, mas que também geram um clima de incômodo numa parte grande da população, que não acredita ser esta a melhor maneira de se atingir a tão desejada igualdade racial no Brasil.
O mérito
Mesmo sendo um modelo a ser seguindo por alguns, as raças nos Estados Unidos continuam sem se misturar. Aqui a situação é inversa, mas não da maneira como gostariam alguns que sonham com famílias negras na classe média, com produtos específicos, televisão segmentada e casamentos sem "mistura". No Brasil a igualdade racial já está de certa maneira sendo feita. O que nos falta são todas as questões relativas a respeito aos direitos, mas até neste quesito já estamos, sim, sendo tratados da mesma maneira: somos todos desrespeitados quando não temos escolas para todas as nossas crianças, quando não asseguramos saúde a toda a população.
Mas os negros continuam impedidos de entrar em certos lugares, como aconteceu na década de setenta com a jornalista Gloria Maria, ao ser impedida de entrar no Hotel Glória (Rio de Janeiro). Deste episodio surgiu o primeiro grande ícone negro brasileiro da televisão brasileira, uma das principais jornalistas da maior emissora de televisão do país. Gloria Maria não se tornou a personalidade que é hoje porque foi vitima de preconceito, mas soube, sobretudo, tirar proveito e mostrar do que era capaz quando as atenções se voltaram para ela naquele momento. Capacidade e talento eram exatamente o que não pôde ser assegurado pelas cotas, que garantem maior visibilidade de atores e atrizes negros na produção nacional. E, durante um bom tempo, o que víamos era o requentado "black is beautiful" em novelas e comerciais. A cada dia, negros e negras belíssimos apareciam e sumiam sem que consolidassem de fato a participação de negros neste mercado.
O grande mérito da sociedade afro-americana, fazendo coro com aqueles que gostam de tê-la como exemplo, foi saber antes de qualquer coisa que uma vida melhor e independente para os negros só seria possível com educação. Ter acesso à educação significava ter médicos, advogados, professores, jornalistas, políticos negros. A educação era o que lhes proporcionaria ester inseridos na racista sociedade americana como cidadãos, tornando-se protagonistas sociais, o que lhes possibilita ter em quem se espelhar, ter sobre o que falar, sobre o que escrever, sobre o que cantar ou contar. Muitos destes protagonistas tiveram suas vidas contadas e suas historias iam se tornando exemplo e dramaturgia, que geravam papeis para atores e atrizes negros.
O passo
Em 1996, a novela Xica da Silva (TV Manchete, 1996) trazia a primeira protagonista negra da teledramaturgia brasileira e também marcava a estréia da atriz Tais Araújo. Apesar do grande sucesso na novela na ocasião, tanto a atriz, quanto a Globo optaram por esquecer tal fato quando Taís voltou a fazer historia protagonizando a polemica e bem-sucedida Da cor do pecado (Globo, 2004). Mais do que o primeiro par romântico inter-racial da televisão brasileira, a novela refletiu a mudança que a sociedade brasileira havia experimentado ao longo de quase 20 anos, quando houve a primeira tentativa de um romance inter-racial.
Na novela Corpo a corpo (Globo, 1985), os personagens de Zezé Motta e Marcos Paulo foram não apenas rejeitados pela família do personagem branco, mas por uma parcela grande de telespectadores, para a qual a personagem de Zezé não servia para o de Marcos Paulo. Ao contrário da inserção dos personagens homossexuais. Mesmo que o primeiro beijo homossexual ainda na tenha acontecido, em menos de uma década houve uma sucessão de casais homossexuais, e o publico aprendeu a tolerar. Num contexto inter-racial, uma atriz negra bonita até pode beijar um galã de novelas ¿ mas ainda no clima de "black is beautiful".
Precisávamos dar o próximo passo. Já estávamos (e estamos) conscientes de que negros são bonitos, faltava provar a competência. E é neste cenário que chegou Lázaro Ramos e acabou levando a novela da sete da Globo. Cobras & lagartos, do autor João Emanuel Carneiro, cuja estréia na televisão foi com a bem-sucedida Da cor do pecado. Mais uma vez o autor se propunha a trazer negros em personagens de destaque, mas nem o próprio autor poderia imaginar a força do talento do ator baiano, que não se abalou em receber um personagem quase secundário e com menos de um mês de novela forçou roteiro e elenco a irem atrás de seu impagável Foquinho!
A confiança
Atores e atrizes negros talentosos já estão por todos os lados, em todas as emissoras, mas com a força que a atuação de Lázaro impôs a produção global foi a primeira vez. Ate então, os atores negros estavam de certa maneira confortáveis em sua situação de presença figurante obrigatória. A maior contribuição de Cobras & lagartos é uma reflexão dos caminhos as serem seguidos a partir de agora. Um impasse para autores, produtores e diretores de televisão, trouxe também um grande problema para os patrulheiros dos movimentos negros, que se habituaram a dificultar a vida das emissoras no que diz respeito à já complicada tarefa de inserir nas telas uma camada da sociedade que nunca foi realmente retratada.
A ficção só fará algum sentido se puder andar alinhada com a realidade. Os movimentos negros brasileiros terão de entender que um grande personagem pode não ser o mocinho, que um bom vilão pode entrar para a historia. Este entendimento terá de ultrapassar a grande preocupação da chamada patrulha dos ativistas da igualdade racial com a imagem do negro na televisão ¿ algo que nunca consegui entender bem, uma vez que não sabemos de verdade qual o real papel dos negros em nossa sociedade e o modelo americano que tais movimentos querem adotar está muito longe do que vemos nas ruas, nas escolas, nas universidades, enfim, na sociedade brasileira.
Vamos ter de aprender juntos a ver o preconceito de outra maneira, mas que seja com grandes atuações. Este aprendizado terá de superar outros obstáculos: permitir-se saber que ninguém é bom só porque foi vitima de preconceito ou que alguém seja terrível porque tem preconceito ¿ todos temos os nossos. A leis e o bom senso já estão mais que inseridos em nosso inconsciente coletivo. Emissora de televisão nenhuma, no Brasil atual, se arriscaria tanto. Temos de aprender a dar este voto de confiança. Sobretudo porque vai caber à dramaturgia, como uma das melhores formas de propagar informações num país como o Brasil, a responsabilidade de mostrar a maneira como um negro está presente na sociedade brasileira.
O impasse
Seria muito bom se todos estivessem em suas casas de classe media dos bairros negros segregados americanos, como podemos ver nas séries e nos inúmeros filmes que o SBT (a emissora que mais exibe programas com negros protagonistas. Pioneirismo surgido depois da parceria com a Walt Disney Productions. A Disney nomeou o ator Sidney Poitier presidente em 1994. Em sua gestão houve um aumento significativo de produções protagonizadas por negros. Com a parceria no início dos anos 2000, o SBT alcançou, mesmo sem alarde, a posição de maior exibidor de programas protagonizados por negros do país.
Entretanto, apesar do pioneirismo do SBT, todas as séries e todos os filmes são importados, não retratam de fato quem são, onde e como vivem os negros brasileiros. Portanto, o aprendizado terá de ser conjunto, emissoras e sociedade, e terá de carregado de um bom grau de cumplicidade. Em vez de criticar apenas será preciso apontar caminhos. É preciso saber que atores e atrizes negros nos Brasil estão carentes de bons trabalhos, não de espaço. Aqui temos uma lei que de certa maneira castra as possibilidades dos negros como protagonistas. Não é fácil escrever para personagens quando a voz da luta pela igualdade racial no Brasil está centrada no patrulhamento da criação e do debate. Quem saberia do potencial de Lázaro Ramos se o autor da novela mudasse de rumo, temendo as criticas que foram feitas quando a novela estava começando?
Agora, depois das cotas, depois de sabermos que negros são bonitos e, sobretudo, depois de Lázaro Ramos, podemos contar com o talento. Exemplos da capacidade de atores e atrizes negros não faltam mais, eles já estão em todos os horários e em novelas de todas as emissoras. O impasse agora é saber como fazer para que sua presença seja cada dia mais sólida. Não é possível que para ver Lázaro Ramos de novo, em televisão, tenhamos de esperar pela próxima novela de João Emanuel Carneiro, como aconteceu com sua parceira de novela e vida, a atriz Taís Araújo.
Fonte: Observatório da imprensa
Foto: Revista Contigo
O Blog Oficial Lázaro Ramos passou por uma reorganização quanto as informações que são permanentes. algumas mudaram de lugare outras foram atualizadas.
Mas fora isso, você irá encontrar não só as datas e horários para assistir Lázaro Ramos no teatro como também, o roteiro das atrações do Programa Espelho, algumas sem dada certa para ir ao ar.
É o blog com cada vez mais informação para você!
E para não deixar escapar nenhum detalhe, você já pode conferir abaixo o roteiro detalhado dessa segunda temporada do Programa Espelho.
Lembrando que a cada semana, o roteiro do programa referente aquele dia, será publicado aqui.
Horário: segunda, às 21h30.
Alternativos: terça, às 16h30 / quarta, às 9h / sábado, às 20h30.
CANAL BRASIL - no Rio de Janeiro canal 66
Gênero: Retorno como série fixa na grade do Canal Brasil / Entrevistas variadas
sinopse: Costurando a série, esquetes do Bando de Teatro Olodum ¿ responsável pela formação artística de Lázaro Ramos ¿ misturam conscientização e irreverência aos temas apresentados.
Ao final de 15 programas, o quadro Parabólico, com roteiro do autor de teatro baiano Elisio Lopes Jr., utiliza a interpretação para oferecer ao público valiosas dicas de leitura, livros e cd¿s.
Ordem dos programas:
Televisão: 07/05 Um encontro de pessoas de variadas atividades falando sobre o que fariam se tivessem 25 minutos por semana na televisão. Entre as pessoas estão atores de teatro, diretores de cinema, de teatro e de tv, museologa, professora, vendedor de bala etc.
Elisa Lucinda: 14/05 Encontro com a poetisa e atriz Elisa Lucinda.
Samba no Trem: 21/05 Visita a comemoração do dia do samba na central do Brasil. Com entrevistas variadas. - Mini Documentário
Museu Afro Brasil: 28/05 Visita ao museu Afro Brasileiro em São Paulo. Junto com este programa tem a estréia de Parabólico.
Amor: 4/06 Programa sobre amor com entrevistas com um casal casado a 50 anos, um recém casado e uma visita ao Baile Charme de Madureira para acompanhar as paqueras.
Angola 1 Viagem a Angola e vista ao País através dos olhos de um Rapper Angolano ( MC Kappa) e de um cantor de Samba ( Paulo Flores).
Angola 2 Encontro em Angola do Rapper MC Kappa e Leci Brandão.
D. Ivone Lara e Alcione: Entrevista com as Cantoras parte 1.
D. Ivone e Alcione 2 Entrevista com as Cantoras parte 2.
Milton Gonçalves, Léa Garcia e Taís Araújo Encontro dessas três gerações de atores.
Cinema Gastronômico Entrevista com duas organizações que propagam Cinema de formas alternativas que tem nomes de comida.
Cine clube Mate com angu (Em Caxias - Rio de Janeiro) e Dogma Feijoada em São Paulo.
Lapa Visita ao Bairro da Lapa no Rio de janeiro.
Entrevista com Amir Hadad e Geovana Xavier (Historiadora).
Êxodo Artístico Entrevista com artistas que saíram de suas terras para fazer arte fora de casa.
Vida dos Ricos Espaço cedido para um documentário feito por 5 jovens da periferia investigando como é a vida de um Rico.
Ali Kamel e Joel Zito Araújo Entrevistas discutindo os assuntos abordados no livro "Nós não somos racistas", de Ali Kamel.
Referências e Heróis Entrevistas variadas sobre Heroísmo e referencias. Entre as entrevistadas estão Viviane Mosé entre outros.
Eles Dançam Entrevista com dois mestres da dança no Brasil - Cleide Morgan e Zebrinha.
Elas fazem Entrevista com duas mulheres empreendedoras - Sandra de Sá e Carmen Luz.
Cabeça de criança Entrevista com 16 crianças.
Matriz Africana Programa sobre Candomblé, com entrevistas variadas.
Afeto Último programa onde todos os convidados de toda a temporada falam sobre Afetividade.
* No mês de Julho o sinal do Canal Brasil estará aberto para qualquer assinante de tv por assinatura.
Atriz e poetisa, Elisa Lucinda não poderia ficar mais confortável com o tema proposto por Lázaro Ramos: os amigos conversam sobre palavras. "Sou uma funcionária delas", brinca a escritora, que diz ter forte influência da cultura negra. Elisa ainda declama poemas e fala sobre seus livros infantis.
Lázaro Ramos, Reynaldo Gianecchini e Carolina Dieckmann podem ganhar o Emmy
A Globo vai inscrever no Emmy deste ano os atores Lázaro Ramos, Taís Araújo e Carolina Dieckmann, por Cobras & lagartos; Reynaldo Gianecchini e Tony Ramos, por Belíssima; José Wilker, por Amazônia; Antônio Fagundes e Stênio Garcia, por Carga pesada e Lilia Cabral, Marjorie Estiano e Marcos Caruso, por Páginas da vida.
O prêmio Emmy é considerado o Oscar da TV.
As informações são da coluna Controle Remoto, do jornal O Globo.
A 35ª edição do International Emmy Awards acontecerá no dia 19 de novembro de 2007, em Nova Iorque .
Reynaldo Gianecchini, de Belíssima, Lázaro Ramos, de Cobras e lagartos, e Bruno Gagliasso, de Sinha Moça, são os atores que caíram no gosto do telespectador
Segundo a coluna Controle Remoro, do jornal O Globo, o trio foi citado como "ponto forte" por todos os grupos de discussões feitos pela Rede Globo recentemente.
O motivo para tais escolhas é o fato de que todos fazem personagens cômicos e são considerados galãs.
Devido estarem em cartaz, em Saõ Paulo, com a peça O método de Gronholm encenada em São Paulo, Lázaro e Taís chegaram atrasados a festa de casamento de Carolina que foi no Rio. E para compensar, Taís só saiu da pista de dança bem depois que a noiva foi embora.
Texto: Carol Monteiro
Fonte: Ego Publicado Fã-clube Máfia do Sexo Frágil
Quinta-feira, Maio 10, 2007 A nota é de 2006, bem na época em que Cobras e Lagartos estava no ar e Lázaro conquistava o horário das 19 horas roubando a cena com o hilário Foguinho. Mas trata-se de uma declaração tão feliz de Lázaro, que continua valendo à pena ter destaque por aqui.
Lázaro Ramos gosta de ser abordado na rua
Lázaro Ramos gosta da intimidade com que as pessoas o abordam na rua agora que ele está interpretando Foguinho, seu personagem em "Cobras & Lagartos".
"Não me sinto invadido, gosto de ouvir os comentários delas sobre o personagem", afirmou.
3 razões para assistir O método Gronholm, por Lázaro Ramos
O texto do autor espanhol Jordi Galcerán aborda com humor, sarcasmo e ironia a relação de quatro pessoas que disputam uma vaga de alto cargo executivo numa grande multinacional.
Ao lado da mulher Taís Araújo, Lázaro interpreta um dos quatro executivos. A direção da peça fica por conta de Luiz Antonio Pilar. Os atores Ângelo Paes Leme e Edmilson Barros também estão no elenco.
EGO pediu para o ator dar três motivos para assistir O Método Gronholm. Confira:
1- "É um texto pertinente porque é uma história contemporânea."
2- "É um espetáculo de total entrosamento com o público."
3-"A peça fala das pessoas que incorporam personagens para trabalhar nas grandes corporações".
Assim sendo, abaixo vocês conferem uma reportagem falando do promissor ator baiano saido do Bando de Olodum, Lázaro Rmos e um trechinho de um de seus primeiros trabalhos no cinema, o filme cinderela baiana.
(...) Lázaro, baiano legítimo, chegará às telas brasileiras em dois papéis de protagonista: num, encarna o homossexual Madame Satã. No outro, André, jovem fotocopiador, que reproduz imagens e textos numa máquina xérox. Neste mês de julho, o ator, que saiu das fileiras do Bando Teatral Olodum, poderá ser visto em As Três Marias, de Aluízio Abranches. Em novembro será a vez de Madame Satã. Em fevereiro, o Festival de Berlim o verá na pele de O Homem que Copiava. Dois dos outros filmes que o têm no elenco O Homem do Ano, de José Henrique Fonseca, e Carandiru, de Hector Babenco estarão no circuito dos festivais e salas de exibição, em datas ainda por definir.
A partir da estréia comercial de Madame Satã, Lázaro se aproximará de um dos maiores atores negros da história cinematográfica brasileira: Milton Gonçalves (hoje com 68 anos). É curioso lembrar que a glória máxima de Milton também se deu com personagem inspirado em Madame Satã: a Rainha Diaba (de Plínio Marcos & Antônio Carlos Fontoura). Pelo travesti que protagonizou o thriller pop-gay de Fontoura, Milton ganhou de uma tacada só o Candango, no FEST Brasília, o Air France, o Governador do Estado e a Coruja de Ouro.
Quantos prêmios ganhará Lázaro Ramos? Só o tempo dirá. Enquanto isto, vale rever sua curta e bem sucedida trajetória. Lázaro tem 23 anos. Iniciou-se como ator no Bando de Teatro Olodum, usina de talentos. Estreou no cinema, numa participação afetiva, em Jenipapo (Monique Gardenberg/1996). Depois faria papel de destaque em Cinderela Baiana (Conrado Sanches/1998), filme protagonizado pela dançarina Carla Perez.
"Me coube interpretar o melhor amigo da Cinderela baiana"_ relembra, para, em seguida, confessar:
"O filme pouco me exigiu como ator, até por suas duvidosas qualidades, mas sou grato ao convite que Conrado e Antônio Galante me fizeram, pois a partir deste filme consegui me dedicar somente à minha profissão de ator."
Naquela época, Lázaro trabalhava como Técnico em Patologia.
"Com o dinheiro que recebi pelo filme consegui abandonar o emprego e me dedicar por inteiro ao teatro."
Outro papel pequeno levou o ator ao casting de Sabor da Paixão, produção norte-americana comandada pela venezuelana Fina Torres. Lázaro interpretou um dos amigos baianos do protagonista (Murilo Benício), amante apaixonado e caliente da cozinheira Penélope Cruz.
O quarto filme do jovem integrante do Bando Olodum foi As Três Marias.
"Pela primeira vez avalia tinha em mãos o desafio de criar um personagem mais elaborado. Me entreguei por inteiro, comecei a aprender (e a me apaixonar por) cinema. A cada novo dia no set, meus olhos brilhavam no contato com os colegas e com toda aquela parafernália de equipamento. Atores e diretor, tão generosos, me motivavam. E havia aquele balé com a equipe técnica. Um balé capaz de, num segundo, levantar uma grua ou montar um carrinho.
O ator encantou-se com a oportunidade de lidar com o humor num filme cuja narrativa se desenvolve num universo mais puxado para o dramático. Lembra que se sentiu desafiado a descobrir o equilíbrio entre a comédia e o drama. E que a busca desta descoberta virou motivo de grande prazer.
O personagem de Lázaro Ramos em As Três Marias chama-se Catrevagem, e funciona como tradutor para Zé das Cobras (Enrique Dias), um matador que não fala com mulheres. Daí sobrar-lhe a função de intermediário entre o assassino de aluguel e uma das Marias Maria Francisca (Julia Lemmertz).
Cena de o Homem do Ano
Outra experiência estimulante se deu em O Homem do Ano, produção da Conspiração Filmes, comandada por José Henrique Fonseca. O filme, baseado no romance O Matador, de Patrícia Mello, foi roteirizado por Rubem Fonseca, e tem Murilo Benício como protagonista (na pele do oxigenado Michael).
"Eu faço o Marcão, amigo do Michael. Marcão é mecânico e, meio sem querer, ele e sua turma de amigos (além de Benício, os atores André Gonçalves, Paulinho Moska e Perfeito Fortuna) viram matadores.
Sexo e sangue O realizador Karim Aïnouz, 36 anos, é um cearense que vive nos EUA. Apaixonado pela trajetória de Madame Satã (o pernambucano João Francisco dos Santos/1900-1976), moveu montanhas para realizar seu primeiro longa. Encontrou na Videofilmes a sua produtora, e em Lázaro Ramos seu intérprete ideal.
Ao ser escalado por Aïnouz, o ator conseguia, em seu quinto longa-metragem, o primeiro papel como protagonista absoluto.
"Trabalhei muito, muito mesmo.
Depois, ressalta:
"... o trabalho é bem dividido com os atores que conduzem o filme comigo.
Cita Marcélia Cartaxo, Flavio Bauraqui, Felipe Marques, Renata Sorrah, Emiliano Queiroz, Ricardo Blat e Marcello Valle.
A Rainha Diaba, de Plínio Marcos & Fontoura, marcou o cinema brasileiro nos anos 70. Além de causar frisson com o magnífico desempenho de Milton Gonçalves, o thriller gay fontouriano chegou disposto a dialogar com o grande público. Por causa do rigor censório dos anos Médici, os filmes brasileiros mergulharam, no pós-AI-5 (a definição é de Antônio Houaiss) no neobarroquismo. Eram herméticos, quase impenetráveis (que o digam Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra; Quem é Beta e Azyllo Muito Louco¿, ambos de Nelson Pereira dos Santos). O próprio Nelson tentava diálogo popular com o vibrante O Amuleto de Ogum (1975, mesmo ano de Diaba). Pois a Rainha pop-gay mobilizou 236.805 espectadores. Serviu de esquentamento para os anos de ouro da era embrafílmica (1976/1979), quando muitos filmes venderam mais de um milhão de ingressos. E Dona Flor vendeu 11 milhões.
Se depender do empenho e entrega de Lázaro Ramos, o Madame Satã de Aïnouz mobilizará grandes platéias.
"Me coube fazer, neste filme, o próprio João Francisco, um homem que existiu e que se fez mito."
E acrescenta:
"...falar que o personagem é um homossexual carioca, malandro que batia em polícia, me parece pouco. Isto é o que todos sabem dele. Nosso filme foi feito para vermos João Francisco por outros prismas.
Para Lázaro,
" ...ele foi uma pessoa que nasceu 12 anos após a Abolição da Escravatura e, como muitos outros negros, não dispunha de opções variadas de trabalho. Isto porque os escravos foram libertados... e só. Nada foi feito para que se inserissem, como cidadãos, na sociedade brasileira. O jeito para João Francisco foi usar como arma de sobrevivência sua única opção, o corpo, seja lutando capoeira, fazendo shows ou se envolvendo com o crime."
Madame Satã, o filme, se passa na Lapa boêmia, anos 30 e 40.
"Mas a questão da sobrevivência de um negro brasileiro._ pondera Lázaro_permanece muito atual. Tão atual quanto outras questões tratadas no filme, como os relacionamentos humanos. Por isto, tenho para mim que Madame Satã é um filme sobre um personagem muito complexo, que não pode ser explicado com uma só frase.
O desafio de incorporar Madame Satã foi imenso.
"Além de ser meu primeiro trabalho como protagonista"_ pondera_"tive que elaborar sobre essa personalidade tão rica, que vai do malandro ao sensual, passando pelo carente, que dá uma voltinha no carinhoso e se equilibra na violência.
João Francisco dos Santos é visto em Madame Satã já na casa dos 30 anos, fase em que se inicia no crime. Depois de desfilar fantasiado de Madame Satã, o nome gruda em sua persona como tatuagem na pele. Chega aos 40 anos. O filme não vai até sua fase derradeira. Ele morreria no Rio, cidade que adotou, aos 76 anos.
Como um ator de apenas 23 anos se preparou para viver personagem de 30 e, depois, 40 anos? Lázaro confessa:
"...foi difícil, embora prazeroso, pois tive a oportunidade de lidar com emoções muito diversas, e algumas pelas quais ainda não passei. Para tanto, contei com a colaboração fundamental do Karim Aïnouz, realmente muito habilidoso, com Luís Henrique, o preparador de elenco, e com os colegas atores, dos quais recebi, todos os dias, um olhar cúmplice. E há Walter Carvalho na fotografia. Não tenho o menor pudor em adjetivá-lo como grande gênio generoso.
Perguntas ligadas ao sexo homossexual se impõem numa conversa com o intérprete de personagem que fez do corpo o seu instrumento de trabalho. Lázaro prefere não se ater a elas, isoladamente.
"É difícil_ pondera_comentar cenas isoladas quando o filme, que teve tantas cenas difíceis, se apresenta por inteiro. Há cenas de luta, sempre difíceis de fazer; há cenas que envolvem sentimentos profundos. Espero que o filme, com seus muitos temas, conduza cada espectador a um mundo diferente, um mundo capaz de tocá-lo de maneiras muito particulares.
André e o xérox O segundo papel de protagonista de Lázaro Ramos se deu no filme gaúcho O Homem que Copiava, segundo longa de Jorge ¿Ilha das Flores Furtado. O ator mal terminara as filmagens de Madame Satã e já atendia ao desafio de dar vida a André, estudante comum e tímido, empregado numa fotocopiadora¿.
Lázaro define seu personagem:
"André é um jovem de 19 anos que, assim como muitos jovens brasileiros, não tem muita perspectiva na vida. Ele gosta muito de desenhar e seu trampo é tirar xérox numa papelaria.
Da experiência gaúcha, Lázaro Ramos guarda
"o prazer de trabalhar com Pedro Cardoso, de quem sou fã assumido, e Jorge Furtado, diretor dos mais criativos e talentosos, além de conhecer o competentíssimo trabalho da Casa de Cinema de Porto Alegre, produtora do filme.
Hector Babenco viu Lázaro Ramos em Madame Satã e o convidou para o numeroso elenco de Carandiru, recriação cinematográfica do best-seller Estação Carandiru, de Dráuzio Varela (há 118 semanas na lista de livros mais vendidos).
O consagrado diretor de Pixote, a Lei do Mais Fraco, apaixonado pelos desvalidos da sorte, convocou Lázaro para dar vida ao surfista Ezequiel.
"Meu personagem vive trajetória tragicômica, que vai da saúde total e do prazer de gozar a vida, na maior, viajando pelas ondas do mar, até que passa uma transformação dentro do presídio, onde começa a viajar pelas ondas do crack.'
Lázaro dedicará seus próximos meses à divulgação dos novos filmes. Mas avisa que espera muitos e novos convites.
"O cinema é hoje em dia a minha grande paixão. Era assim como espectador e, agora, tornou-se ainda maior, já que passei, como participante ativo, a fazer parte dele."
O ator espera convites para papéis o mais diversificados possível, pois entende que faz parte do aprendizado de um intérprete caminhar por vários universos, explorar seus sentimentos, seu corpo e sua voz nas milhões de formas possíveis.
Crítica sobre a estréia da primeira temporada do programa Espelho
O espelho de Lázaro
Uma grande luta, para obter êxito, depende ¿ e muito ¿ da qualidade dos seus guerreiros. Ingredientes como caráter, determinação e inteligência são fundamentais para a realização da vitória e do sucesso.
A luta de quem chega com quinhentos anos de atraso no campo da batalha exige, mais ainda , dos seus soldados garra especial aliada à capacidade de esboçar estratégias sutis e conhecer o coração da hora certa.
Todos esses elementos que animam a grande luta puderam ser vistos no programa ESPELHO , concebido, dirigido e apresentado pelo ator baiano Lázaro Ramos, que estreou no último sábado, às 20h, no Canal Brasil.
A trajetória pessoal de Lázaro foi escola de sobra sobre as questões que envolvem seu povo. Nenhuma academia lhe pediu tese de mestrado acerca do histórico de marginalização e invisibilidade a que foram submetidos os seus. Ele sabe de tudo isso no palco de sua vivência, no recôndito do sentimento. Por isso, fez o que fez. Ou melhor, fez COMO fez.
Espelho é um programa ágil, de cortes precisos, metalingüístico no cenário e na idéia.
O caráter de Lázaro brande seus sinais, de cara, na escolha dos seus primeiros convidado. O primeiríssimo: Prof. Ubiratan Castro de Araújo , presidente da Fundação Palmares , um dos pensadores máximos da questão da negritude no Brasil. Lázaro, baiano que é, deve te-lo conhecido em Salvador, onde todos bebemos lições fundamentais das boas conversas e palestras de Bira Gordo. Gol!
Além disso, o programa é pontuado por esquetes com atores negros, destacando-se largamente a participação da turma do Bando de Teatro Olodum, origem pública e profissional de Lázaro , que nunca deixou de "abrir o Brasil" para os seus "brothers" de fé.Questão de princípio.Golaço!!
Espelho seduz e prende o olhar. Reflete e critica.Comenta e propõe. A condução de Lázaro é impecável , assumindo a voz do público , instigando, mas deixando o convidado "passear" pelo tema sem interrupções e atropelos. É uma aula de ritmo. É capoeira baiana.
Soube que o programa terá apenas oito edições. E depois acaba? Não pode, Lazinho, não podemos nos dar esse luxo. Com o descomunal prestígio que seu talento conquistou, lute para mantê-lo no ar, pense em levá-lo para o GNT, para o Canal Futura, para a MTV.
Na Globo aberta, a gente sabe, a complicação é maior.
O problema é que temos agora o principal símbolo de nossa visibilidade no plano nacional e a oportunidade contínua de nos vermos no ESPELHO que ele colocou à nossa frente.
E desejamos que isso seja apenas o começo.
A partir de 7 de maio, Lázaro Ramos está de volta à tela do Canal Brasil. Todas as segundas-feiras, às 21h30, o ator irá apresentar a nova fase de "Espelho", programa que valoriza a cultura negra e seus costumes. Novos quadros e formato inovador são as principais novidades da atração.
Nos novos episódios, "Espelho" irá enfocar temas mais amplos: do empreendedorismo feminino à religiosidade brasileira. Lázaro também entrevista nomes importantes da cena cultural brasileira, além de apresentar sua viagem a Angola, na África. Costurando a série, esquetes do Bando de Teatro Olodum ¿ responsável pela formação artística de Lázaro Ramos ¿ misturam conscientização e irreverência aos temas apresentados.
Ao final, o quadro Parabólico utiliza a interpretação para oferecer ao público valiosas dicas de leitura.
Quinta-feira, Maio 03, 2007
Selton Mello quer transformar o quadro Questionário Tarja preta em livro, e promover exibições do programa nas escolas. Lázaro Ramos pensa em reunir o melhor de Espelho num documentário que seria exibido nos cinemas. Os dois atores estão com a cabeça fervilhando de idéias - e muitas delas vêm sendo aplicadas, ou dizem respeito, a seus programas no Canal Brasil. A seguir, uma síntese dos projetos e curiosidades a respeito das gravações
TARJA PRETA (Exibido às sextas-feiras, às 21h30min)
Lázaro Ramos será um dos próximos convidados do Tarja preta, que também trará Silvio Tendler e Monique Lafond nas próximas semanas. Foi durante a gravação que Selton o aconselhou a comprar uma ilha.
Know-how Ancorado na experiência adquirida com o ´Tarja preta´, Selton dirigiu o clipe ´Flerte fatal´ e o curta ´Quando o tempo cair´.
Desdobramentos Selton Mello quer lançar um livro com o melhor do ´Questionário Tarja Preta´, série de perguntas que faz a todos os convidados. Também já pensou em lançar DVDs, mas a negociação é difícil, por causa dos direitos autorais sobre as cenas de filmes que pontuam as entrevistas. Outro projeto é exibir o programa em instituições como escolas.
Bom de audiência O Tarja preta está entre os cinco programas mais vistos do Canal Brasil. Selton grava e edita o programa em sua casa. As entrevistas foram gravadas em apenas uma das Favelas.
ESPELHO (Estréia 7 de maio, às 21h30min)
Estréia O primeiro programa desta segunda temporada vai mostrar a reunião promovida por Lázaro, na qual pessoas comuns disseram o que gostariam de ver na TV.
O assalto a Foguinho:
Em janeiro, a equipe de Lázaro foi assaltada em Santa Teresa, às 14, por dois homens.
"Eu só me lembro do cara sacando a arma, em slow motion, e apontando para mim: "Fica quieto, Foguinho, senão eu atiro!", conta o ator.
Made in Angola Duas edições foram rodadas na África, onde Lázaro esteve para ser jurado do concurso Miss Angola.
"Conheci um cara ligado ao hip hop e pedi para ele me mostrar tudo. Aluguei uma câmera e saí filmando", conta Lázaro.
Background Lázaro já tinha dirigido dois Retratos brasileiros para o Canal Brasil: um sobre Tony Tornado e outro sobre Zózimo Bulbul.
Parceria Da equipe de Espelho fazem parte profissionais formados pela Central Única das Favelas.
Nome Completo: Luis Lázaro Sacramento Ramos
Apelido:Lazinho
Local de nascimento: Salvador, Bahia, Brasil
Data de nascimento: 01 de novembro de 1978
Signo: Escorpião
Time do coração: Vitória
Um cantor: Lenine
Uma cantora: Simone
Vilão ou mocinho? Anti-herói
Papel que mais gostou de fazer: "Todos, porque escolho que me dá prazer."
Primeiro trabalho: Espetáculo " Bai Bai Pelô" do bando de teatro Olodum
Superstição “Não conto quantos filmes já fiz, sou supersticioso. Sei que foram muitos... ”
Dica para quem quer atuar: Estudar
TEATRO
1993 Ó pai ó
1994 Bai Bai Pelô
1995 Zumbi
1995 Zumbi está vivo e continua lutando
1996 Erê pra vida toda
1996 Ópera de 3 mirréis
1997 Cabaré da rrrrrraça
1998 Um tal de Dom Quixote
1998 Ópera de 3 reais
1998 Cuida bem de mim
1999 Sonho de uma noite de verão
1999 Já fui!
2000 A máquina
2001 Mamãe não pode saber
2007 O método
TV
2002 Pastores da noite
2003 Homem objeto (Quadro do Fantástico)
2003 Cena Aberta (Negro Bonifácio)
2003 Sexo Frágil
2003 Carga Pesada, Companheiros
2004 Programa Novo
2005 Instinto Humano
2005 Os 5 sentidos
2005 Carandiru outras historias
2005 Levando a vida
2006 Cobras e Lagartos
2006 Espelho - Canal Brasil
2006 Quadro do Fantástico - 7 pecados capitais: Avareza
2007 Programa Espelho - Canal Brasil
2007 Duas Caras